O Projeto Novamente, que integra iniciativas de capacitação e ressocialização laborais na Penitenciária Major Zuzi Alves da Silva, em Água Boa, incluiu mais oito novos reeducandos para trabalhar na poda da teca. O trabalho, pelo qual são remunerados, é desenvolvido na empresa florestal Companhia Vale do Araguaia, por meio de parceria entre a unidade prisional, Fundação Nova Chance e Secretaria de Justiça e Direitos Humanos.
Novas vagas foram abertas no projeto, em função do alvará de soltura concedido pela justiça a alguns reeducandos que trabalhavam na fazenda. Com isso, houve a inclusão dessa nova turma e agora são 36 reeducandos trabalhando em uma das fazendas da companhia, onde aprendem a lidar com a poda da teca.
Os reeducandos saem da unidade prisional de segunda a sexta-feira, às seis da manhã e com agentes penitenciários se dirigem até a sede da fazenda aonde tomam café e depois iniciam a lida nos talhões de plantação de teca. Eles recebem pelo trabalho um salário mínimo como pagamento, além da alimentação e transporte.
O Projeto Araguaia surgiu há quatro anos, quando a Companhia Vale do Araguaia, que atua no cultivo, corte e comercialização de teca na região de Água Boa, decidiu investir em uma ação de ressocialização com presos da penitenciária regional. Isso permitiu a abertura de 40 vagas, processo conduzido pela direção da unidade prisional e pela Fundação Nova Chance, que é responsável pelos projetos de ressocialização no sistema penitenciário de Mato Grosso. De lá para cá, o progresso é visível, tanto para quem participa, quanto para a empresa que viu na iniciativa uma oportunidade para ações de responsabilidade social e de contribuir no processo de reabilitação de pessoas em privação de liberdade.
A gerente de apoio administrativo e penal da unidade, Lucidalva Costa, explica que os reeducandos aptos a trabalhar no Projeto Araguaia são avaliados por uma comissão multiprofissional da unidade, que avalia entre outros quesitos o comportamento e situação penal. Depois disso, encaminha os selecionados ao juiz da execução penal, que é quem valida e permite o trabalho extramuro.
O trabalho na plantação de teca é uma das ações do Projeto Novamente, desenvolvido pela penitenciária junto a outras atividades laborais e de educação.
Raquel Teixeira | Sejudh-MT.
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