sexta-feira, 12 de abril, 2024

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Bancários entraram em greve hoje em Mato Grosso

Os bancários de Mato Grosso entraram em greve a partir da meia-noite desta terça-feira (6) por tempo indeterminado.
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| Atualizado em 30/11/-0001 às 00h00

Segundo o diretor do Sindicato dos Bancários de Mato Grosso (SEEB/MT), João Luiz Dourado disse que todos os sindicatos do Estado já aderiram à greve.

“Nós temos três sindicatos no Estado: o de Rondonópolis, Barra do Garças e o de Cuiabá. Então, todos da nossa base irão aderir conosco”, disse.

Segundo Dourado, nesta terça-feira (6) os sindicalistas estarão em frente às agências bancárias para informar a população sobre a greve e dialogar com os bancários para aderirem ao movimento.

Nós temos três sindicatos no Estado: o de Rondonópolis, Barra do Garças e o de Cuiabá. Então, todos da nossa base irão aderir conosco
A decisão pela greve aconteceu na última quinta-feira (1º), na sede da entidade, na Rua Barão de Melgaço, em Cuiabá.

Os profissionais reivindicam reajuste salarial de 16% (incluindo reposição da inflação mais 5,7% de aumento real), participação nos lucros e resultados (PLR) de três salários, mais R$ 7.246,82 e piso de R$ 3.299,66 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último). 

Eles também cobram melhores condições de trabalho, com o fim das “metas abusivas e do assédio moral”, fim das demissões, mais contratações, mais segurança, entre outros.

A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) apresentou uma proposta de reajuste de 5,5%, o que foi considerado “inaceitável” pelo presidente do Sindicato, José Guerra.

“Nenhum dos itens foi atendido. A proposta ficou abaixo da inflação de 9,88% e, com isso, a Fenaban empurra os bancários para a greve. Não há alternativa”, disse.

“Essa proposta é inaceitável, diante dos lucros exorbitantes que os bancos têm, ano após ano, com ou sem crise”, completou.

Veja quais são as reivindicações do bancários:

– Reajuste salarial de 16%. (incluindo reposição da inflação mais 5,7% de aumento real)
– PLR: 3 salários mais R$7.246,82
– Piso: R$3.299,66 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último).
– Vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$788,00 ao mês para cada (salário mínimo nacional).
– Melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários.
– Emprego: fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PLC 30/15 no Senado Federal, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas.
– Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.
– Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.
– Prevenção contra assaltos e sequestros: permanência de dois vigilantes por andar nas agências e pontos de serviços bancários, conforme legislação. Instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento e biombos nos caixas. Abertura e fechamento remoto das agências, fim da guarda das chaves por funcionários.
– Igualdade de oportunidades: fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCDs).
– O Comando Nacional protestou veemente contra esta mudança de desenho de campanha salarial apresentada pelos bancos, afirmou o presidente da Contraf-CUT.

Confira a proposta feita pelos bancos:

– Reajuste de 5,5% (representa perda de 4% para os bancários em relação à inflação de 9,88%).
– Piso portaria após 90 dias – R$ 1.321,26.
– Piso escritório após 90 dias – R$ 1.895,25.
– Piso caixa/tesouraria após 90 dias – R$ 2.560,23 (salário mais gratificação, mais outras verbas de caixa).
– PLR regra básica – 90% do salário mais R$ 1.939,08, limitado a R$ 10.402,22. Se o total ficar abaixo de 5% do lucro líquido, salta para 2,2 salários, com teto de R$ 22.884,87.
– PLR parcela adicional – 2,2% do lucro líquido dividido linearmente para todos, limitado a R$ 3.878,16.
– Antecipação da PLR : Primeira parcela depositada até dez dias após assinatura da Convenção Coletiva. Pagamento final até 01/03/2016; Regra básica – 54% do salário mais fixo de R$ 1.163,44, limitado a R$ 6.241,33 e ao teto de 12,8% do lucro líquido – o que ocorrer primeiro; Parcela adicional – 2,2% do lucro líquido do primeiro semestre de 2015, limitado a R$ 1.939,08.
– Auxílio-refeição – R$ 27,43.
– Auxílio-cesta alimentação e 13ª cesta – R$ 454,87.
– Auxílio-creche/babá (filhos até 71 meses) – R$ 378,56.
– Auxílio-creche/babá (filhos até 83 meses) – R$ 323,84.
– Gratificação de compensador de cheques – R$ 147,11.
– Requalificação profissional – R$ 1.294,49.
– Auxílio-funeral – R$ 868,58.
– Indenização por morte ou incapacidade decorrente de assalto – R$ 129.522,56
– Ajuda deslocamento noturno – R$ 90,67.

 

 

Fonte: Querência em foco com Mídia News

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