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CANARANA: CARTÓRIO 2º OFÍCIO SOFREU ATAQUE CIBERNÉTICO

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Por REPORTAGEM: JORNAL FOLHA DO ARAGUAIA
| Atualizado em 16/05/2022 às 11h29

Segundo informou a reportagem do Jornal Folha do Araguaia a Tabeliã do Cartório do 2º Ofício de Canarana Cristina Bergamaschi foi atingido na sexta-feira 12/05 pelo “Ciberataque” que atingiu empresas e órgãos públicos de mais de 70 países, e provocou a suspensão dos atendimentos por vários dias.

A tabeliã Cristina Bergamaschi, declarou: “No dia do ataque os arquivos dos computadores começaram a sumir começaram a aparecer mensagens nas telas dos computadores, dizendo que todos os dados haviam sido criptografados e para descriptografar eles exigiam um resgate de US$ 300,00 para ser pago em “bitcoins”,

Somente a noite tomei conhecimento que se tratava de um ataque cibernético mundial, e no sábado começamos a tomar as devidas medidas de segurança com o intuito de proteger todos os arquivos, juntamente com a empresa local que presta serviço de informática e também manteve contato com uma empresa de Curitiba no Paraná que aluga os “Softwares” para a realização dos atos do Cartório para solucionar o problema, pois descobrimos que o nosso sistema e seus respectivo banco de dados tinha sido atingido”.

Cristina comentou também esse vírus “ataca “servidores” no caso a “máquina mãe” (computador do Cartório) e por nós realizarmos “backups” diários dos nossos arquivos do Cartório inclusive em HDs portáteis, e foi graças a isso que conseguimos recuperar os dados. Na segunda-feira 15/05 eles formataram o servidor e começaram a restaurar os arquivos juntamente com todos os softwares necessários e após tudo isso tivemos que reinstalar o sistema, encontramos muitas dificuldades para recuperar todos os dados, e então tivemos que recuperar sexta-feira que fora “perdida”, e para restabelecermos os “selos digitais” informatizados, que ocasionou uma situação complicada que causou um prejuízo financeiro, embora tendo um sistema de segurança atualizado e com programas originais”, declarou a Tabeliã.

Vale ressaltar que os atos cívicos do Cartório não sofreram nenhum problema, tudo que foi feito antes do ataque continua da mesma forma. Apesar dos transtornos, as atividades foram retomadas normalmente na sexta-feira 19/05, pois segundo Cristina existe um provimento do CNJ (Conselho Nacional de Justiça que obrigou a criação de uma central eletrônica onde é feito o envio para futuras buscas e também servir como Backups para visualização dos atos.

Veja o que se sabe sobre o ataque.

– O que aconteceu? Da Rússia à Espanha e do México ao Vietnã, dezenas de milhares de computadores foram alvo de um programa de resgate (ransomware) aproveitando uma falha no sistema operacional Windows XP da Microsoft; uma antiga versão que já não contava com suporte técnico da companhia americana.

O chamado WannaCry “ransomware” bloqueia o acesso aos arquivos do usuário e pede dinheiro por meio da moeda virtual bitcoin- para desencriptar esses arquivos.

– Que resgate foi pedido? Às vítimas do ataque foi pedido um resgate de 300 dólares em bitcoins. Exige-se que o pagamento seja feito à vista em três dias. Caso o contrário, o valor passa a ser o dobro. Se a vítima se recusar a fazer o pagamento no prazo de sete dias, seus arquivos serão apagados, diz a mensagem que aparece na tela.

Os especialistas aconselham aos usuários não pagar, para que isso estimule os hackers. Não se sabe ainda se algumas vítimas pagaram resgate.

– Quantos países foram afetados? Com certeza dezenas, mas não se sabe o número exato. A companhia de segurança cibernética F-Secure, com sede na Finlândia, afirma que foram 130.000 sistemas em mais de 100 países. A Kaspersky Lab disse que foram registrados incidentes em 74 países, a maioria na Rússia, mas comentou que sua visibilidade “talvez seja limitada e incompleta”.

As vítimas mais notórias são hospitais na Grã-Bretanha, a empresa espanhola de telecomunicações Telefónica, a fabricante francesa de automóveis Renault, a empresa de correios americana FedEx, o ministério do Interior russo e a operadora de ferrovias alemã Deutsche Bahn.

– Como o ataque foi propagado? Os especialistas explicam que o programa ‘ransomware’ parece admitir dezenas de idiomas, o que indica que os hackers queriam corromper redes no mundo todo. O vírus se expandiu rapidamente porque os responsáveis usaram um código digital que se acredita ter sido desenvolvido pela Agência de Segurança Nacional (NSA) americana e depois disso vazado como parte de um documento baixado, de acordo com investigadores da empresa de segurança de informática Kaspersky Lab, que tem sede em Moscou.

O chefe de investigações de F-Secure, Mikko Hypponen, afirmou que a Rússia e a Índia foram os países mais intensamente atingidos porque muitos usuários desses países ainda usavam o Windows XP.

– Quem está por trás do ataque?  Até agora não se sabe. Organismos de segurança nos países atacados tentam averiguar. A empresa de segurança informática americana Symantec disse que o ataque parecia ser indiscriminado.

– Como os computadores podem ser protegidos? –

A Microsoft tomou a inusual medida de reeditar os patches de segurança que colocou à disposição em março para o Windows XP e outras versões antigas de seu sistema operacional.

A Kaspersky garantiu que está tentando desenvolver “o mais rápido possível” uma ferramenta de decodificação.

 

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