Fundada no dia 02 de Março de1973, a primeira escola estadual do município, ao longo dos anos, passou por várias reformas e ampliações, porém, após 43 anos, a estrutura não suportando ao desgaste do tempo, começou a ruir. No dia 05 de Dezembro de 2016, pais e responsáveis pelos alunos, juntamente com os professores e direção da escola, se reuniram para discutir a situação da estrutura. Ao final da reunião, uma comissão foi montada e através dela foi encaminhado junto a promotoria de justiça, uma solicitação de reconstrução da mesma. Através de audiências e de muita insistência, o governo do estado decidiu por demolir a estrutura e no local começar uma nova escola com um projeto moderno e arrojado.
Desde aquela data, 05 de Dezembro de 2016, determinou-se a interdição predial, sendo os alunos alocados para uma estrutura provisória que foi montada no parque de exposições. Porém, devido as intensas chuvas que caíram no período de janeiro a abril, tornou-se quase impossível a permanência dos alunos no parque devido as precárias condições oferecidas. Decidiram então transferir os trabalhos da escola para uma estrutura localizada ao lado do Esporte Clube Canarana, com a promessa do governo do estado em construir, o mais rápido possível, as salas móveis de containers.
As obras tiveram início, junto ao ginásio de esportes Pedro Cancian, mas antes de sua conclusão, a empresa construtora abandonou a obra alegando a falta de pagamento por parte do governo do estado. A diretora Valéria concedeu entrevista à Rádio Vida Nova FM, através do comunicador Josué Martins, lamentando o fato. “Nós não poderemos sair daqui porque o governo do estado não pagou a empresa que está montando as salas móveis. Agora teremos que renovar o contrato, embora ninguém esteja gostando deste local, e esperar a boa vontade do governo do estado. Atualmente a escola está trabalhando com 540 alunos. Na antiga estrutura, a escola vinha trabalhando com uma média de 700 alunos”, completou a diretora Valéria.
E por falar em antiga estrutura, fica aqui uma pergunta no ar para você leitor e para a administração pública: Que destino foi dado para os milhares de telhas, as centenas de metros quadrados da madeira do telhado, os ares-condicionados das salas de aula, onde estão? Até quando estes escombros daquela que foi a pioneira da cidade, permanecerá com o aspecto de um pós guerra servindo de abrigo para fumantes e pessoas mal intencionadas? Esperamos que hajam respostas e soluções.
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