quinta-feira, 30 de maio, 2024

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PM demite cabo que incendiou Prefeitura e Câmara em Canarana

Ex-cabo deverá entregar fardamento e apetrechos policiais ao 5ª Comando de Barra do Garças
Por Araguaia Notícia com Folhamax
| Atualizado em 27/03/2023 às 16h54

O comandante geral da Polícia Militar de Mato Grosso, coronel Alexandre Corrêa Mendes, demitiu o cabo da reserva Wisllan Conrado Pinheiro, condenado por incendiar a prefeitura e a câmara de vereadores de Canarana (605 Km de Cuiabá), no ano de 2001. Segundo uma publicação do Diário Oficial de Mato Grosso desta quinta-feira (23), o agora ex-cabo da reserva da PM deverá entregar seu fardamento e demais apetrechos policiais ao 5ª Comando de Barra do Garças (501 Km da capital).

Com o desligamento, o ex-policial mantém o recebimento de sua aposentadoria de pouco mais de R$ 6 mil por mês, porém, sem a paridade com os subsídios dos militares da ativa. A demissão atende a uma das penalidades impostas pela condenação do militar num processo judicial.

A sentença proferida no ano de 2009 determinou pena de 6 anos no regime semiaberto contra Wisllan Conrado Pinheiro – além da perda do cargo. Segundo informações do processo, o ex-cabo PM recebeu R$ 5 mil de dois contratantes para incendiar os prédios públicos.

O motivo do atentado, de acordo com as investigações, seria a destruição de documentos públicos de dívidas atribuídas aos mandantes do crime. Os autos revelam que Wisllan alugou uma Brasília para cometer o atentado com outros dois comparsas, adquirindo 80 litros de combustíveis (40 de diesel e de gasolina cada um), em Barra do Garças, seguindo posteriormente para Canarana.

Na noite anterior ao crime, o trio dormiu nos fundos de um bar. Além dos combustíveis, os condenados também tinham em sua posse três espingardas – calibres 12, 22 e 36, respectivamente.

O incêndio destruiu a prefeitura de Canarana à época, e também atingiu parte do prédio da câmara de vereadores da cidade. O processo ainda revela que apesar do incêndio não ter provocado vítimas diretamente pelas chamas, “houve a perda de vários documentos históricos e tributários”.

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