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PM é indiciado por matar esposa e enteada de 3 anos a tiros

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Por G1 GO
| Atualizado em 11/01/2023 às 18h21
O policial militar Rafael Martins Mendonça, que era investigado por matar a esposa, Elaine Barbosa de Sousa, e a enteada, Ágatha Maria, de 3 anos, foi indiciado pela Polícia Civil pelo crime de homicídio qualificado. No documento em que indiciou o agente, a Polícia Civil também solicitou a conversão da prisão temporária, que foi decretada no dia 15 de dezembro, em prisão preventiva. O crime aconteceu em Rio Verde, no sudoeste de Goiás.

O homem também foi indiciado por tentar matar a outra filha de Elaine, que levou pelo menos três tiros e sobreviveu ao crime.

O documento que indiciou o policial foi assinado pelo delegado substituto Caio Martines dos Santos na segunda-feira (9). O g1 não conseguiu localizar a defesa de Rafael para um posicionamento até a última atualiação deste texto. A reportagem também questionou a Polícia Militar se o homem permanece preso no presídio militar, mas não obteve retorno.

No documento encaminhado a Justiça de Goiás, a polícia indiciou o policial por homicídio qualificado por homicídio fútil "à traição de emboscada ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa". Também há a qualificadora de feminicídio, pelo fato do crime ter sido cometido contra uma mulher.

O inquérito foi finalizado no mesmo dia em que a Justiça autorizou o delegado a analisar o celular do Rafael Martins Mendonça, após solicitação feita pelo delegado responsável pela apuração do caso, Adelson Candeo.

No relatório elaborado pela polícia, a corporação justifica o indiciamento ao pontuar que foi possível constatar que o autor agiu com violência e sem qualquer tipo de possibilidade de defesa contra as vítimas, uma vez que Ágatha foi atingida por 6 disparos de arma de fogo, Elaine por 9 e a outra filha da vítima, por três.

Durante a investigação do caso, a Polícia Militar lamentou o crime e disse que iria prestar todo apoio à família das vítimas. A corporação ressaltou que o militar estava de folga no momento do assassinato e não usava arma da polícia. Um Procedimento Administrativo Disciplinar foi aberto para tomar as medidas necessárias. O g1 solicitou um posicionamento sobre o indiciamento após a finalização do inquérito policial e aguarda retorno.

Discussão e disparos

O crime foi na noite de quarta-feira (14) e o policial militar foi preso logo depois. De acordo com o delegado Adelson Candeo, a pedagoga Elaine Barbosa estava de joelhos e tentou se proteger dos tiros quando foi assassinada junto com a filha. Segundo a Polícia Civil, o soldado ainda baleou a outra enteada, de 5 anos, que foi levada a um hospital.

A situação foi descoberta após o PM ligar para um amigo, também militar, dizendo que tinha feito uma besteira e iria se matar. A esposa, Elaine Barbosa de Sousa, e a filha, Ágatha Maria de Sousa, morreram na hora. A outra criança foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levada a uma unidade de saúde.

Adelson Candeo detalhou que a mulher foi atingida com oito tiros e a filha dela, de 3 anos, com cinco, sendo um deles de raspão. O investigador contou que, durante perícia no local do crime, havia indícios claros de que a mulher tentou se defender dos disparos.

 

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