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Juiz aceita denúncia e pede avaliação psicológica de ex-PM que estuprou e assassinou advogada

Almir se livrou de responder pelo crime de ocultação de cadáver, conforme previa na denúncia do Ministério Público Estadual (MPMT)
Por REPÓRTER MT
08/09/2023 às 15h59
| Atualizado em 08/09/2023 às 16h09
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A Justiça recebeu em partes a denúncia contra Almir Monteiro dos Reis, que espancou, estuprou e matou por asfixia a advogada Cristiane Tirloni, 48 anos, no dia 13 de agosto, em Cuiabá. Agora o ex-policial militar é réu pelos crimes estupro, homicídio qualificado e fraude processual.

O bandido se livrou de responder pelo crime de ocultação de cadáver, conforme previa na denúncia do Ministério Público Estadual (MPMT). A decisão é do juiz da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, Wladymir Perri.

“O fato de ter havido um mero transporte do corpo da vítima de homicídio, de um local para outro, com o seu abandono em uma via pública, não configura a conduta ‘ocultar cadáver’, devendo, quando muito, ser considerado quando da dosimetria da pena, como circunstância judicial, no caso de uma eventual condenação pelo crime de homicídio”, disse o magistrado na decisão do dia 7 de setembro.

“Além do mais, ocultação não se confunde com abandono. Por tais razões, rejeito a denúncia imputada ao indiciado Almir Monteiro dos Reis, pela prática delituosa prevista no art. 211 do CPP, qual seja, crime de ocultação”, completou.

Perri determinou que Almir seja submetido à avaliação psicológica para aferir sua personalidade.

“Deverá o Sr. Gestor Judicial agendar com psicólogo(a) deste fórum dia e horário que deverão comparecerem o(a) acusado(a), ou então, passarem por avaliação via vídeo conferência, para tanto, deverá(ão) ser intimado(s) o(s) denunciado(s) e comunicado ao diretor da unidade prisional qual, eventualmente, se encontra(rem), consignando, ainda, cujo laudo deverá estar aportado ao feito antes da sentença”, pontuou.

Por fim, o magistrado manda que seja retirado qualquer segredo na tramitação do processo.

Mais sobre o caso

O ex-PM e a advogada se conheceram na noite do dia 13 agosto, em um bar da Capital e logo após foram para a casa dele. Chegando no local, eles se desentenderam, pois Cristiane não quis realizar um ato sexual. Ele não aceitou a negativa e a espancou, estuprou e depois a assassinou por asfixia.

“Ambos foram para a casa de Almir, para momentos de maior intimidade, onde, em vez de encontrar carinho, respeito e amor, encontrou o desprezo à sua condição de mulher, a torpeza, a crueldade e a violência”, descreveu o promotor.

Almir matou Cristiane asfixiada. Ele pressionou a perna e joelho na barriga da vítima e, em seguida, utilizou um travesseiro para sufocá-la.

“Com efeito, o interior da residência do denunciado serviu de palco para um dos mais horrendos feminicídios praticados nesta capital de Mato Grosso”, completou.
Após matar a advogada, Almir limpou a casa para apagar as marcas de sangue. Em seguida, colocou a vítima dentro do carro e colocou um óculos escuros nela para simular que seria uma passageira.

Ele abandonou o corpo da advogada dentro do carro, próximo ao Parque das Águas, em Cuiabá.

Prisão

Almir está na Cadeia Pública de Chapada dos Guimarães, prisão especial a ex-militares. A decisão de mandá-lo para lá foi duramente criticada pelo Ministério Público Estadual, que recentemente pediu a transferência do ex-PM para um presídio comum.

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