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Operação Sem Livramento chega a Barra do Garças e mira grupo suspeito de atacar famílias em propriedades rurais

Por PJC-MT
23/01/2026 às 17h36
| Atualizado em 23/01/2026 às 17h36
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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou na manhã desta quinta-feira (22) a Operação Sem Livramento para cumprir um conjunto de ordens judiciais contra uma organização criminosa investigada por roubos em propriedades rurais, além de suspeitas de cárcere privado, extorsão e lavagem de dinheiro. A ofensiva incluiu alvos em Barra do Garças, no Vale do Araguaia, além de endereços em Cuiabá e Várzea Grande, conforme informou a instituição.

Segundo a Polícia Civil, a ação cumpre 36 ordens judiciais e envolve 36 mandados de busca e apreensão contra 15 investigados. Também foram autorizadas medidas de bloqueio patrimonial de até R$ 87 mil, além de providências de quebra de sigilo e acesso a dados, com foco no rastreamento do fluxo financeiro e na identificação de eventual estrutura de ocultação de patrimônio.

As determinações foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz de Garantias de Cuiabá, a partir de investigação conduzida pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos (DERFVA). A corporação acrescenta que a ofensiva está inserida na operação Inter Partes e vinculada ao programa Tolerância Zero do Governo de Mato Grosso, voltado ao enfrentamento de facções e organizações criminosas no estado.

De acordo com a Polícia Civil, a apuração teve início em novembro de 2024, após um roubo ocorrido em um sítio de Nossa Senhora do Livramento. A investigação aponta que as vítimas foram mantidas sob restrição de liberdade enquanto o grupo permanecia na propriedade e que houve transferências via Pix sob coação; a instituição também relata episódio de violência contra animais domésticos como forma de intimidação.

A Polícia Civil sustenta que o caso investigado não teria sido isolado e que as diligências reuniram indícios de uma rede organizada, com planejamento, divisão de tarefas e possível escoamento de bens a terceiros. O delegado responsável, Maurício Maciel Pereira Junior, afirmou que o avanço das apurações permitiu mapear a atuação do grupo e levantar suspeitas de uso de empresas para ocultação e lavagem de dinheiro, ponto que deve ser aprofundado com a análise do material apreendido e dos dados autorizados pela Justiça. Até a última atualização, não havia balanço oficial público sobre prisões ou apreensões nesta fase.

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